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27 julho, 2011

Story, part7

Acordei a meio da noite com um um barulho, ao inicio levantei-me e nao me apercebi de nada, ainda parecia tudo um pesadelo. Depois olhei para o lado e vi o meu telemovel aceso.
- Quem sera o atrasado ou a atrasada que me mandou uma mensagem a estas horas da noite? - disse baixinho, falando comigo mesma.
Peguei no telemovel e desbloqueei-o. Era uma mensagem do meu melhor amigo, mas como? Ele tinha ido morar para fora do pais, ja nao o via ha pelo menos 1 ano e meio. Abri a mensagem, queria mesmo ver o que dizia! "Ola Li, espero que ainda te lembres de mim! Regressei a cidade ontem mas so tive oportunidade de te mandar algo agora... Queria marcar algo contigo estou a morrer de saudades tuas! Luv u (: " . Fiquei super contente que por momentos ate me esqueci o que tinha acontecido com o Dylan. Respondi-lhe logo a dizer que nao me tinha esquecido e que tambem tinha saudades dele. Ficamos a falar o resto da noite ate que fui a dormir para as aulas. Combinamos encontrar-nos ao fim das minhas aulas, num cafe perto da escola.
De manha estava super bem disposta, mas com cara de zombie claro.
- O que tens hoje Li? - perguntou a Lisa quando nos encontramos na paragem do autocarro, tal como faziamos todos os dias.
- A que te referes? - e sentei-me no banco olhando para ela.
- A que me refiro? Vamos la ver, estas bem disposta mas parece que nao dormes ha anos! Conta-me la o que se passou com o Dylan... - com isto parece que tudo ficou cinzento, o sorriso que estava na minha cara desapareceu - ui, parece que nao era isso, desculpa. Conta la amiga... - e sentou-se a meu lado agarrando-me na mao.
Depois de lhe ter contado tudo chegou o autocarro e la fomos nos para a escola, nas aulas mal prestei atençao porque era muita coisa ao mesmo tempo e ainda tava a tentar "processar" tudo aquilo. Por fim as aulas terminaram e la fui eu. A caminho recebi uma mensagem do Diego, o meu melhor amigo, a dizer que estava a chegar.
Quando la cheguei vi um rapaz loiro parado a porta, mas estava de costas, seria ele? De repente olhou para tras e sorriu, sim era ele! Ele veio em direcçao a mim e abraçou-me com tanta força que ate me doeu, por momentos parecia que tudo tinha voltado na altura que nao nos largavamos, era como se ele nunca tivesse ido embora...
- Ha tanto tempo que nao te via rapariga! Estas igualzinha, continuas a mesma baixinha de sempre! - e fez aquele sorriso enorme que eu sempre adorei nele.
- Oh, eu sei... - sorri e abracei-o - vamo-nos sentar?
- Pode ser! - e assim o fizemos.
Apos horas de conversa e de risos, e ate lhe contei tudo do Dylan. Ele a certa altura calou-se.
- O que foi? Foi alguma coisa que eu disse? - e levantei-lhe a cara.
- Nao tonta! - sorriu - eu queria-te perguntar uma coisa mas nao sei o que tu vais dizer...
Fiquei um pouco curiosa, mas nao hesitei e perguntei-lhe o que era...
 

18 julho, 2011

Story, part6




Chegando a casa a primeira coisa que fiz foi descalçar as sapatilhas, ja nao podia mais com aquelas dores insuportaveis nos pes! Atirei-me de imediato para o sofa e liguei a tv e fiquei a olhar para o tecto. Comecei a pensar e a pensar. Ate que de repende oiço a minha mae.
- LILIAAAAAAAAN! O QUE ESTAS A FAZER COM A TELEVISAO TAO ALTA? - com isto revirei os olhos e sentei-me de imediato.
- SOU SURDAAAAAAAA! - e virei-me pa tras e la estava ela, parada com cara de chateada.
- O que te disse sobre deixares as tuas coisas pelo chao? - e apontou para o casaco, as sapatilhas e a mala que eu tinha mandado para o meio do caminho.
- Eu ja vou tirar isso dai... - levantei-me, peguei nas coisas e fui para o meu quarto.
Ao pousar as coisas na cama saiu o papel que Dylan me tinha dado e lembrei-me. Agora podia le-lo! Peguei nele com todo o cuidado e abriu-o lentamente para que nao se rasgasse. "Logo a 00h vou estar a tua espera por baixo da janela do teu quarto, desces para podermos falar os dois a sos". Ao ler isto o meu coraçao disparou, fiquei tao nervosa que quando a minha mae me chamou para jantar nao consegui comer nada. O meu irmao mais novo passou o jantar todo a picar-me mas nao me importava muito hoje, so queria saber o que ele quereria falar comigo.
- Nao vais comer nada? - disse o meu pai, ele apenas estava em casa ao jantar e para dormir (quando nao tinha viagens ou negocios importantes), no resto do tempo ausentava-se por causa do trabalho.
- Nao estou bem disposta... - e baixei a cabeça, olhando para o relogio que tinha no pulso para ver as horas.
Ao fim do jantar ajudei a minha mae a apanhar a mesa e fui de imediato para o quarto. Decidi ligar o computador mas parecia que as horas nao passavam, eram apenas 22h e ainda faltavam mais duas longas horas. Entreti-me a desenhar, ja que nao tinha mais que fazer. Por fim chegou a hora, 3minutos antes da hora marcada desci e fiquei a espera.
Era 00h certinha e aparece um carro, o seu, claro. Ele sai do carro, mas notei que ele tinha mais alguem com ele, dentro do carro. Dirigiu-se a mim...
- Ola, ainda bem que vieste... - sorriu-me.
- Porque haveria de nao vir? - e sorri-lhe tambem.
- Nao sei, olha eu estou com um bocadinho de pressa, tenho uma festa agora de um amigo meu de infancia e nao a posso perder por isso vamos ter que falar rapido, sim?
- Esta bem... Quem vai contigo no carro? - disse-lhe desviando o olhar para o seu carro parado perto do sitio que estavamos.
- Ahm, uma amiga... ahm, a Daisy. - olhou para baixo, mostrando que nao queria dizer-me quem estava la.
- Okay... E o que queres dizer-me entao? E que tambem tenho mais que fazer... - claro que nao tinha, mas nao queria parecer magoada com o facto de ele me ter escondido que afinal sempre falava com ela.
- Olha, desculpa as coisas do outro dia, eu nao te queria forçar a nada e...
- Sabes que mais? - interrompi-o muito rapidamente - esquece que aquilo tudo entre nos aconteceu sim? Foi tudo um erro, esquece! - virei-lhe as costas e ele ainda admirado com a minha reacçao tentou falar comigo mas eu nao quis ouvir, nem quis perceber o que ele tinha dito depois do que eu lhe disse, so queria chegar ao meu quarto de novo.
Afundei-me no meio dos cobertores e almofadas e de imediato me agarrei ao meu leao de plushe. Fiquei desapontada comigo mesma de ter esperado alguma coisa boa vinda dele, alguma atitude mais madura. Fiquei ali sosinha com os meus pensamentos ate que por fim acabei por me apagar naquela magoa toda que me tinha sido causada, talvez por minha estupidez...
 
(desculpem a demora)